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日志


2009/6/11

Solidão

 

Dúvida cruel que carrega a saudade,
Soberana algoz de meu peito
Na imagem de aquela moça
Com grandes olhos castanhos
Que neste momento está tão longe de mim.
O que reservará o acaso
Para meu tão miserável coração?
Terei mil noites de amor nos braços de uma qualquer
Ou viverei a espera de um sonho vivido
Tão difícil de conseguir carregar
Que preciso de tuas palavras
Para saber por que levá-lo comigo
2009/5/7

Supremo ministro


Naquele 22 de abril de 2009, nenhum nobre navegante português ousaria
nos "descobrir". Descobertos fomos pelos olhos e pela voz do primeiro
negro que, com altivez e coragem, no topo da nau capitânia do
judiciário, admoestou o pretenso comandante.

Naquele 22 de abril de 2009, não caberia um 7 de setembro em que o
filho do rei, futuro imperador do país, daria gritos de independência
às margens de um riacho qualquer; ali, ouvimos o brado da liberdade e
da insubmissão da voz abafada do povo, silenciada por séculos pelos
donos do poder, através de sucessivos crimes de lesa-cidadania:
"Respeito, ministro! Vossa Excelência não tem condições de dar lição
de moral em ninguém!"

Naquele 22 de abril de 2009, nenhuma princesa "bondosa" assinaria uma
vaga lei que nos concedia liberdade, mas nos cassava a condição de
cidadãos, proibindo-nos o voto, a escola de qualidade e o trabalho
digno; presenciamos, sim, a abolição proclamada em nossas almas, 121
anos depois, pela voz corajosa de um Luís Gama redivivo, encarnando
todos os quilombos massacrados e abrindo os portões de todas as
senzalas: "Vossa Excelência não está nas ruas; está na mídia
destruindo a credibilidade de nossa justiça!"

Naquele 22 de abril de 2009, nenhum marechal, de pijama, ousaria
proclamar república nenhuma; o pacto de poder que condenou a maioria
de nossa gente a ser um povo de segunda classe viu-se desmascarado
pela indignação patriótica de um João Cândido reeditado, que fez a
chibata girar em movimento contrário, açoitando o lombo dos que se
acostumaram a bater, por séculos a fio: "Respeito, ministro! Vossa
Excelência não está falando com seus capangas do Mato Grosso!"

Naquele dia, Ogum, Xangô e Oxóssi desceram os três num corpo só e
reafirmaram a presença arquetípica da África dentro de nós. Todos os
movimentos aparentemente derrotados dos nossos heróis anônimos
puseram-se de pé, vitoriosos, mesmo que não tivessem vencido uma só
batalha. A Revolta dos Búzios, a Revolução dos Malês, o Quilombo dos
Palmares, todos, reencenaram seus teatros de operação e puderam,
séculos depois, derrotar simbolicamente o inimigo.

Naquele dia, saíram às ruas todas as escolas de samba, de jongo, todos
os blocos afros; bateram os candomblés e as giras de umbanda, a
procissão da Boa Morte, o Bembé do Mercado de Santo Amaro; brilharam
os pequenos olhos da criança negra recém-nascida ao descortinar a luz
azul de um futuro melhor.

Naquele dia, materializando todos os nossos sonhos e desejos
secularmente negados, Vossa Excelência deixou de ser apenas um
ministro do Supremo Tribunal Federal para tornar-se o supremo ministro
de todos os brasileiros.

* Por Jorge Portugal, educador e poeta. Publicado no jornal A Tarde,
da Bahia, de 28.04.09

2009/4/26

Seu Nome é Flert (parte 1)

Tudo começou quando tinha doze anos, pelo menos achava, quando me chamou a escrever sua história. Não vou tentar diminuir o tamanho de minha surpresa quando me foi requisitado relatar tal cruzada, embora sempre esperasse a chance de poder relatar um episódio assim, contar uma fábula, de ter a chance de com minhas palavras alcançar os olhos, a mente e quem sabe a alma de milhões de ledores, essa era uma jornada que nunca imaginei ter a posse de narrar.

Na escola, sempre foi um alguém acanhado, cursando corredores sozinho, torcendo para que algo novo viesse e mudasse seu fadário. Era exímio jogador de basquete, ágil, inteligente, fato de que nada lhe servia rodeado de pessoas que só se interessavam por futebol.

Respeitador, boas notas, educação modelar, não contemporizaria muito até notar que este planeta não era o lugar para ele. Como tantos, viria logo a notar que a glória estava entre os que andavam nas sombras, nem que fosse um passo lá e outro cá.

Curioso é ainda ter a lembrança de sua primeira revolta. Enquanto conjuntura de pé, a esperar que sua mãe o pegasse na escola, observando os transeuntes andando como formigas aqui e ali. Notou que algo havia de similar a todos, um predicado obsoleto que os enquadrava por completo, todos num mesmo protótipo. Sentiu como se fosse apenas mais uma peça do jogo, um peão, e num lampejo de existência, misturando furor e paixão, fez algo que chocara a todos que o podiam ver, e que mais tarde, mesmo sem perceber, mudara completamente seu ser  e seu estilo de vida. E assim, decidiu, desembrenhando-se todo nunca mais usar sua camisa por dentro da calça.

Note que isso não é história do arco da velha, meados dos anos 80, embora muito tenha mudado de lá pra cá.

Seu primeiro confronto como novo “homem” que era, foi o evento até então mais positivo em sua vida.  A chegada de sua mãe a pegar-lhe logo com todas aquelas indagações absurdas, pelo menos à seu ponto de vista, sobre se havia brigado, o que ela teria feito de errado, se queria parecer um ladrão de cavalo, pois estava fora de lugar a camisa. Entrou no carro com a certeza de quem era e do que queria, disse simplesmente que aquilo o incomodava.

Depois de um longo discurso sobre a sociedade, a moral e os bons costumes, ela o perguntou se ainda queria usar a aquela moda suas veste, o que respondeu sem pestanejar que sim. Quase aos prantos a mãe o perguntou mais uma vez quem lhe deu o direito, o que em menos de um piscar de olhos, olhos este que brilhavam como nunca antes e era isso o que mais doía em sua genetriz, respondeu:

- Mamã! Tenho direito a minha opinião própria.

2009/4/21

Nosso direito termina onde começa o do outro


 

Pensando nessa frase, me parece haver uma fronteira que limita nossos direitos. Então procurei buscar um entendimento mais sábio sobre até onde vão nossos direitos, sem me esquecer da máxima vera que dita que junto com os direitos vêm os deveres.

Para tal cruzada tomei por base o nosso mais intimo e particular direito: O direito a ter a nossa própria opinião. Que por sinal de nada valeria se não pudéssemos expressá-la, o que é também um direito constitucional de qualquer civilização, digamos... CIVILIZADA.

Entretanto peço que você leitor raciocine comigo.

E se nossa opinião, por mais que nos pareça justa e irrefutável, vá originar em outro algo maior do que possamos controlar? Até que ponto temos o direito a ter essa opinião e principalmente a expô-la?

Longe de mim ser adepto da censura, muito pelo contrario, sou favorável a sincera, mas acredito que toda verdade, por mais que seja minha,sua, ou deles tem lugar e hora certa para se falar.

Acho que a maior verdade de tão real e dolorida foi sagazmente substituída pelo titulo deste tópico no qual tento chegar a você. Tal dito deveria ser compreendido como; “o nosso dever começa onde encontramos as necessidades dos outros”.

Pois assim conseguimos mostrar algo que não cabe ser repreendido pela ética, etiqueta ou mesmo algum senso comum.

Ter a sua opinião vai muito aquém do direito de querer torná-la verdade, do direito de dizê-la em público, da razão moral e de consciência de sabermos o que abrir a nossa opinião aos outros vai, quem sabe, poder acarretar.

Você pode destruir uma família com a sua opinião sobre o interesse de uma pessoa em outra. Você pode causar a demissão de alguém com sua opinião sobre o seu desempenho no serviço. Você pode levar alguém a depressão com sua opinião sobre seu relacionamento ou sua arte.

Por isso acho que acima de qualquer direito a ter a sua opinião, vem o dever moral de você ser uma pessoa digna, e se por acaso quiser expor sua opinião a alguém tenha a certeza de que ela não é baseada em “achismos”, ou deturpada por sentimentos que sempre nos tiram um pouco de nossa razão e consciência.

Você tem sim seu direito, e deve exercê-lo até a última gota de suor, mas, você tem sempre que estar preparado para assumir as suas conseqüências. Pois depois que sua opinião for exposta, e a regra física da ação e reação já tiver sido iniciada, não adianta você se defender com a simples frase:

Eu tenho direito a ter a minha opinião!”

 

 

2009/4/15

O que não cabe em mim

A vida passa sucinta
e grita, se agita
o mudo para o muro cai
a fera geme a gema estoura
o medo chega a mágoa invade
segundos horas, segundos dias
feijão com alface, sem pele, sem bacon
os passos constantes; coragem! vontade!
sossega menino
que vida mais corrida, mais linda
saudade sinto, mas nada quero de volta
as panelas usadas estão velhas,
jogue-as fora
amanhã ela vai viajar
Deixe que assim que der
a gente marca uma festa
que alegria maior não haverá
como o começo de tudo
um alívio
como pausar a vida
e tristeza nunca mais.
Mas aí tudo volta
como pele de ferida que descola e arde .
Aflito, repouso,
pois correr é lamento à quem?
Ninguém sabe, 
pois o silêncio nunca foi tão conveniente
quanto uma flor num dia ensolarado
ou quanto um carinho, apoio, um 'estar ao lado'.
Sofrer todo mundo sofre
o que hoje faço é persistir na reticência
a gula por viver, ainda que temendo,
é prova de que nada mais me impede 
de chegar às palavras finais:
e Fim
2009/4/5

Retomada do blog

Peço mil desculpa a todos:
Por minha ausência...
Por minha negligencia...
Por minha carência...
Por minha falta de decência...

Mas peço um favor a todos...
Por meus anseios...
Por seus devaneios...
Por nossos enleios...
Pela palavra de vossos seios...
2009/4/4

Pensadores Modrenos

Um dos nossos mais famosos cronistas, Nelson Rodrigues, nos deixou uma de suas mais brilhantes péloras quando escreveu:
"Na hora de odiar, ou de matar, ou de morrer, ou simplesmente de pensar os homens se aglomeram. (...) A opinião unânime está a um milímetro do erro, do equívoco, da iniqüidade. (...) Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar."

Quando penso nisso, e tomo por uma intocavel verdade, me lebro das pessoas que usam de clichês e ditos populares em conversas para tentar expôr toda sua cultura e intectualidade...
Se torna inevitavel comparar a supra citação com a composição de outro de nossos mais cultos intelectuais.

Bom Conselho

Composição: Chico Buarque Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade

Só para ninguém me dizer, depois, que não sou controvérsio, tomo por verdade um dito popular que confirma tudo que disse acima:
"se conselho fosse bom agente vendia, não dava" 

2009/3/2

Falando sobre Ela é assim





http://rosmackhotmailcom.spaces.live.com/blog/cns!404133E8C00B9DCC!186.trak
2009/2/9

Nu



 



2008/12/2

Sonhei

Quando te vi e me apaixonei

E em seu olhar eu encontrei

Tudo que eu já procurei

Eu me agarrei na esperança

Desse amor feito criança

Em  teus olhos a lembrança

De carinho, de afeto

Nosso amor a luz da lua

Chorei de mancinho.

 

Passei a construir o meu amar

A colher teus planos  e acreditar

A desejar teu corpo a meu apreço

E te esperando eu entristeço

Pois minha vida agora é sua

Como essa noite é da lua

E tua presença em meu lar

Faz sentir-me vivo, respirar

 

Quero guardá-la a qualquer preço

Em meu peito, em minha cama

Teu sorriso e teu afeto

Estou tão sozinho

Jures pra mim assim: Sou tua.

Corra comigo pela rua

Venha e assuma o teu lugar

Que é ao meu lado a se entregar

Venha ser a minha cura

Pra solidão que me apura

Me de sua mão a viajar

E em meu sonho vamos zarpar.

2008/11/17

NO PORTO DO ADEUS, UM SORRISO.

 

Onde estaria ela? Eu pensava fugazmente.
Eu precisava partir e esperava fazê-lo com o gosto e a lembranças de seus beijos. Eram tantas as nossas promessas que não imaginava que incidisse de outra forma.
O sol estava se pondo, em nuances entre o vinho e o negro coloria o céu.
Meu navio estava lá, coadjuvante desta paisagem, entre ponto de sombra, com função de demonstrar que a vida não pode seguir totalmente na exultação das cores.
Foram tantas inovações neste ultimo dia, eu sabia, sentia haver algo errado. Mesmo me culpando por ter esse anseio, e lutando contra ele, no meu íntimo eu o sabia, ainda o sei.
Será?
Ela passou a pisar por onde não pisava mais, conversar com quem não conversava, experimentar sabores que jurava não mais querer em sua boca, sentir angústia que só se demonstravam a minha presença, não condizentes com sua felicidade de instantes outrora.
Talvez ela quisesse se resguardar, não contar a sua verdade pela dor que sente ou quem sabe ainda não causá-la em mim neste momento de despedida.
Enquanto na embarcação eu já zarpava com os olhos embebidos da esperança de um último aceno de adeus, olhava inebriado para o cais. E eis que ela surge correndo, com seus cachos dourados soltos ao vento, e em um vestido branco colorido pelas cores do anoitecer ao luar.
Indago-me sobre sua beleza. Como posso vê-la mais bela do que a minha mais bela lembrança?
Vejo o movimento de sua boca, imagino chegar aos meus ouvidos o som doce de sua voz dizendo que sempre estará a me esperar.
Ela sorri…
Chegado ao próximo porto, tento escrever-lhe uma carta revelando todo o meu amor, desejo e planos pautados nela. Mas aquele indescritível sorriso arrancou de minha alma toda e qualquer poesia.
 
2008/11/13

Aquela mancha vermelha

Aquela mancha vermelha

Existirei pensando em você, não me importa quem sejas a apreciarei integralmente.
Juro a ti que serei teu cúmplice mais sincero, que nenhuma pessoa neste orbe te dará como eu afeição. Que irá, ainda, chorar de alegria estando ao meu lado, e de felicidade sorrir, estando longe quando pensar em mim.
Serei o cristal de tua alma, a consumação de teus mais clandestinos devaneios, me ajustarei em teus planos de forma tal que não conceberá mais outra vida assim.
Serei o teu melhor amante, desvendando teus pontos, lhe declamando demências, penetrando tua alma numa maneira tão plena, que não se rememorará já ter sentido outrora prazer.
Velarei o teu sono, com cafuné e muito agrado para que durmas. E quando despertar estarei lá, prima visão de teus olhos, a te almejar com meus beijos conferindo juras de amor.
Viverá ao meu lado o teu maior e melhor sonho, e nunca se esquecerá de mim, pois tamanho será o nosso amor.
Mas um dia acordará como quem acorda de um sonho, e não mais me verá ao seu lado. Não te acoime nem arrazoe sobre que poderia ter sido, pois a charada permanece aqui, em quem não sabe existir em feliz, abandonando para trás exclusivamente alvitres e aquela mancha vermelha, enodoada de minhas lagrimas em seu lençol.
2008/10/28

Um Dia...

Um dia…

Minhas lembranças começam com meus olhos abrindo
Eu sinto meus pés tocando a areia.
Estarei aqui há horas talvez, ou posso ter cochilado apenas um minuto.
Deveria lembrar como ou quando cheguei,
Mas a visão desse corpo diante de mim me afasta de qualquer realidade.
Rio sonsamente, como quem sabe que sonha.
Meus ombros agem involuntariamente
Fazendo minha cabeça se movimentar num delicado gesto de negação.
Como quem idealiza não ser real,
Como se não pudesse confiar no que observo.
Por que ela estaria aqui, tão próximo de mim?
Preciso desperta e escapar deste sonho!
Há algo de tão real nele que me assombra.
Ela nota meu espanto, suavemente está esboçando um sorriso,
Com um leve movimento de cabeça me cumprimenta e se vira,
Como se meu rosto lhe fosse completamente habitual.
Começo a me situar, estou em uma área exclusiva.
Não sei se as horas no sol ou suas curvas enleiam meus pensamentos.
Novamente com seus olhos amendoados está a olhar pra mim,
Num gesto espontâneo ou desesperado, de quem quer ficar calado,
Pergunto-lhe mais que com ironia:
- Quem é você?
- Me diga primeiro quem é você.
Ela retruca com a voz tão serena que sinto algo correr por minhas costas.
- Sou quem sonhava em ir com você tomar um sorvete, logo agora, antes de acordar.
Com uma gargalhada macia e esplendorosa ela se move em meu sentido
Sem conseguir falar, mas explica a intenção de aceitar o convite.
Sorvete nas mãos, sentados novamente,
Ambos agora sob o abrigo de meu guarda-sol.
Horas de conversa sobre tudo que estamos descobrindo ter em comum.
As mesmas músicas, as mesmas artes.
Completamo-nos em nossos sonhos, em nossos planos.
Descobertas como ela amar a Gal enquanto eu adoro Bethânia.
Parece não ser real, por que de repente devemos os dois estar aqui?
Entre uma risada e outra acabo de notar que nossas mãos já não têm limites,
Ela esta roçando suas unhas em minha barriga, eu acaricio seu joelho em sentido sua coxa.
E agora? Ela notou meu espanto!
Não sei o que fazer, mas a vejo com um semblante diferente, de culpa,
Mas está se aproximando de meu rosto, seus olhos se fecharam.
Eu não acredito, e a beijo.
Seu gosto é o mais doce do que algo que alcanço me lembrar.
Olhamo-nos com a mesma expressão, de contentamento misto a vergonha.
Sei exatamente o que passa em seus pensamentos,
E isso me assusta, pois sei também que ela sabe o que se passa nos meus…
Esse silêncio que há agora é mágico, fala mais que qualquer poesia,
Mostrar mais que qualquer expressão de nossos olhos,
E se estende por tempos e tempos.
Como pode? Estou vendo seus olhos se umedecerem, neste exato momento,
No qual noto que lágrimas surgem nos meus.
Sorrimos um para o outro e nos desfechamos em um longo abraço apertado.
Ela olha profundamente dentro de mim…
- Que pena, nunca imaginei que seria assim que se descobre o amor! Mas é tarde pra mim.
Ela beija meus lábios de maneira tão suave que não consigo mais abrir meus olhos.
Pega sua pequena sacola de praia me diz adeus e vai embora.
2008/10/26

Amor e Sofrimento

 

 

Amor,

Palavra simples

Quatro letras

Mas tanta coisa

Quer dizer

E traz consigo

Um sofrimento

Que só é menor

Que o meu prazer

Este que sinto

Pela certeza

De me entregar

Ao seu viver

Embora ainda

Sofra a distância

Que traz saudade

Que mata o tempo

E a verdade

Que é única

Eu e você.

2008/10/25

Tempos em Que Nada é Como Deveria Ser

 

 

Minha amada se foi,

Que ela não deveria ir eu fiquei a achar

Mas nós homens, tão insignificantes como o ar

Nem os nossos pensamentos sabemos controlar

O que se dirá de no destino alheio opinar?

Na porta do céu não havia anjos a cantar

Neste mundo que só se faz invejar e intrigar.

E cada um só pensa no seu andar.

E o que escutou quando pensava em entrar,

Estrondos e ruídos de trovões sem parar

Mesmo só querendo ajudar

Sempre há a máxima popular

Que de boas intenções estava cheio o lar.

Deixou-me sozinho a sentir e magoar.

Chorou um pouquinho por ver meu penar.

Mas abriu suas asinhas, e partiu a cantar.

Já estou nesta vida, vou é passear.

2008/7/17

A que há de vir

Vinícius
Foliava um livro antigo!
Comprado em um sebo,
Numa viagem à Londrina.
Li um poema que diza tudo que sinto.
Ai que saudade daquela menina!
 
Ai! se pudessem...
Estas páginas amareladas cantar,
E mostrar ao mundo todo o amor
Dos leitores amantes de suas palavras,
Entre gozos, sorrisos e dor.
2008/7/15

Mais uma Da gringa!!!

Então gente!
Esses sons da Nayla dá para ouvir no blog dela, é só clicar no link!
 
 
My Song - Minha Musica
por: Nayla Paschoa

Faz um tempo des de que voce me cortou da sua vida
E eu nao vou questionar seus motivos
Eu entendo que eh do jeito que eh
Mas quem voce vai procurar quando precisar se sentir seguro(a) de novo?
Quando voce tiver que voltar pra casa
Voce me encontrara, acabada mas ainda esperando

De onde vem
Raiva que voce simplesmente nao consegue controlar?
Onde estao as migalhas de pao
Deixadas no caminho
Pra gente encontrar o caminho de casa?

(refrao)
`Aonde pertencemos?
Esta eh a minha musica
`Aonde pertencemos?
Esta eh a minha musica
`Aondo pertencemos?
Where do we belong?
Pra que estamos aqui?
Eu escuto voce bater na minha porta

Ao que se concluem
Os defeitos apontados pelo espelho?
E eu sei que eh uma coisa dificil
Perceber o que eh ser apenas humano
Mas quem voce vai procurar
Quando voce precisar se sentir "voce mesmo" de novo?
Quando voce acabar de desafiar o mundo
Voce vai me encontrar, acabada mas ainda de peh

De onde vem
Quando voce sente a necessidade de auto-destrucao
Onde estao as migalhas de pao
Como vamos conseguir
Encontrar nosso caminho pra casa?

(refrao de novo)

E pode doer por agora
Mas vai ficar tudo bem de algum jeito
Pois eu sei que voce vai voltar (cair em si)
Pois eu sei que voce vai voltar (cair em si)
E eu estarei aqui
 
 
My Song
by: Nayla Paschoa

It's been a while since you cut me out of your life
And I'm not gonna question your reasons
I understand it's just the way it is
But who will you turn to when you need to feel safe again?
When you need to come home
You will find me, drained but still waiting

Where does it come from
Rage you simply can't control?
Where are the breadcrumbs
Left on the pathway
So we can find our way home

(chorrus:)
Where do we belong?
This is my song
Where do we belong?
This is my song
Where do we belong?
What are we here for?
I hear you knocking on my door

What does it amount to
The flaws pointed out by the mirror?
And I know it's a hard thing
To realize what it means to be just human
But who will you turn to
When you need to feel yourself again?
When you're done challenging the world
You will find me, drained but still standing

Where does it come from
When you feel the need for self-destruction?
Where are the breadcrumbs
How are we supposed to
Find our way home?

(chorrus)

And it might hurt for now
But it will be okay somehow
Cause I know you'll come around
Cause I know you'll come around
And I'll be here
2008/7/14

Através Daquele Sapato (TRADUÇÃO)

 
NAAAAAAA!  muito bom! Seu sonho é lindo, e é meu sonho tb! te ver feliz e fazendo o que gosta!
amoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
adoroooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo é nois e...
pizzaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
 

Past That Shoe - Através Daquele Sapato
por: Nayla Paschoa

Você olha, mas você não vê
Seus olhos dançam quando você fala comigo
Você esta brincando com uma garrafa d água na sala de aula

Queria estar nadando nela

Onde esta a sua cabeça agora?

Sua falta de clareza exagerada
Me faz ponderar

A possibilidade de eu

Tocar seu coração algum dia


(refrão)

Eu tento conseguir a sua atenção de varias maneiras
Me jogando na sua cara

Mas você simplesmente olha pro lado
Quanto tempo vai levar para você notar

A minha presença

Quanto tempo vai levar ate você ver

Através daquele sapato

Você anda de um lado pro outro como quem não ta nem ai

Alguma coisa cotidiana

Te toca de alguma maneira?
Eu pondero

Você parece tão divertido por aquele maldito sapato
Ele esta escrevendo no sapato
E eu gostaria de ser a caneta em sua Mao
(ta vendo?)

(refrão de novo)

Oh

Ele esta brincando com a garrafa de água na sala de aula
Oh

E eu gostaria de estar nadando nela
Oh

Ele esta escrevendo em seu sapato
Alguma coisa cotidiana te toca

De alguma maneira?
Eu pondero

 

Você esta escrevendo no seu sapato

Eu estou sentada diretamente na sua frente
Se você olhar através do seu sapato

Você vera o meu olhar fixado em você
Mas você

Você nunca me vê

Você nunca me cheira

Você nunca me escuta

Você nunca me toca

Você nunca sente meu gosto
Você nunca vê

Você nunca vê

Através daquele sapato
 

Através daquele sapato

Através daquele sapato

Past That Shoe

ESTE É O SOM DE UMA AMIGA MINHA MUITO QUERIDA! VOU ESTUDAR AINDA COMO TOCAR ELE NESTE BLOG!
NA! TE AMOOOOOOOOOO MUITOOOOOOOOOOOOOOOO!
 
Past That Shoe
by: Nayla Paschoa

You look but you don't see
Your eyes dance when you speak to me
You're playing with a waterbottle in class
Wish I was swimming in it
Where's your head right now?
Your exaggerated unclearness
Makes me wonder
The possibility of me
Ever touching your heart

(chorrus)
I try to get your attention in all sorts of ways
But all you do is look away
How long will it be before you notice the very
Presence of me
How long will it be before you see
Past that shoe

You walk around like you just don't care
Does any ordinary thing
Ever touch you in any sort of way
I wonder
You seem so amazed by that damn shoe
He's writing on his shoe
And I wish I was the pen on his hand
(you see?)

(chorrus)

Ah
He's playing with a waterbottle in class
Ah
And I wish I was swimming in it
Ah
He's writing on his shoe
Does any ordinary thing ever touch you
In any sort of way?
I wonder

You're writing on your shoe
I'm sitting right across from you
If you look past your shoe
You will see my eye contact straight to you
But you
You never see me
You never smell me
You never hear me
You never touch me
You never taste me
You never see
You never see
Past that shoe

Past that shoe
Past that shoe